sábado, 25 de abril de 2015

Todos os dias

Amanhece agradeço o sono reparador abro portas e janelas do corpo etérico e deixo entrar o fluído vital. Conscientizo-me dos ruídos da manhã da algazarra dos passarinhos do sol que escorrega pelos telhados e faz desenhos de luz no muro do pomar. Ilusão da vida física essa quietude durará pouco logo mais o vizinho fará uso da guitarra do afinador do metrônomo e dos pedais durante todo o dia. Vai exercitar muitas melodias quinhentas vezes a mesma escala treinar mil arpejos e saltos... Entretanto transcendo a realidade não acho ruim é sinal de vida aqui distante do centro da cidade e até divirto-me ao ver o tempo tapando os ouvidos com as mãos. Mesmo assim apesar da singularidade do que sinto e do influxo das vibrações sonoras me afeta certa nostalgia falta alguma coisa... Vou descobrir o que é. Shirley Brunelli Crestana/Blog Asfalto das Horas

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