sexta-feira, 27 de março de 2015
Desatino
Efemeramente consumou-se,
duas fotos, algumas palavras...
meu coração do ouro ao bronze
em retalhos tornara-se.
Sangrando sorvo a tarde fria
salgando o chão que bem não piso.
Convidava-me quando sorria
sozinho estou e lhe preciso.
A saudade é tanta, não imagina
como dói a sua ausência...
procuro-a em minhas oficinas
onde moem-se
os cacos das reminiscências.
Nossos mundos unidos pressinto,
em suas passarelas só ela brilha.
Dos meus segundos não minto,
no meu desatino tratei-a por filha.
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